
09 dezembro 2009
Pitaco

PMDB cancela reunião que discutiria posição sobre crise no DF
"A decisão política de sair do governo (Arruda) é local, independe do PMDB nacional", disse o presidente da Câmara, o peemedebista Michel Temer (SP).
O governador José Roberto Arruda, filmado recebendo dinheiro de seu ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, é acusado de participar de esquema de corrupção e pagamento de propina. Diversos deputados distritais do partido também aparecem em gravações recebendo dinheiro de Durval Barbosa. O PMDB ainda não definiu se haverá punição contra esses deputados, deverá apenas fazer o acompanhamento das investigações que estão sendo feitas em outras instâncias.
Em gravações aparecem também o nome de deputados federais do PMDB, como o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), o líder Henrique Eduardo Alves (RN), além de Eduardo Cunha e Tadeu Filippelli, que é presidente do partido no Distrito Federal. Todos receberiam um percentual de dinheiro. A denúncia aparece em conversa gravada entre o ex-secretário do GDF Durval Barbosa e o empresário Alcyr Collaço.
Michel Temer disse que já tomou as providências judiciais cabíveis e que não está preocupado com o assunto. "Absolutamente, nenhuma preocupação. Aqueles que disseram o que disseram, vão responder", disse.
Votação do projeto que cria a "ficha limpa" será só em 2010
A proposta de iniciativa popular, que recebeu 1,3 milhão de assinaturas, proíbe a candidatura a cargos eletivos de pessoas que tenham condenações na Justiça de primeiro grau. Atualmente, a lei eleitoral não veda a candidatura de políticos com condenação na Justiça, exceto quando não houver mais possibilidade de recursos. Para valer nas próximas eleições, o projeto tem de ser aprovado na Câmara e no Senado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até junho de 2010.
Integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) vão realizar ato, hoje, na Câmara, cobrando a votação da proposta. Nem isso, contudo, deve sensibilizar os líderes partidários. Segundo o deputado Chico Alencar (PSol-RJ), um dos presentes na reunião de líderes, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), perguntou quem estaria disposto a, pelo menos, levar o projeto da ficha limpa para discussão em plenário. “Houve um silêncio sepulcral”, revelou Alencar.
O próprio Temer ainda tentou ponderar, segundo o deputado do PSol, sobre a viabilidade de se discutir a proposta. Para convencer os líderes, de acordo com Alencar, o presidente da Câmara sugeriu uma mudança no texto do projeto. Temer avaliou ser “inadequado” dar poder a um juiz de primeiro grau para retirar a possibilidade de candidatura de uma pessoa no caso de condenação. Não adiantou. Vencido, o peemedebista anunciou que vai colocar o projeto em discussão apenas em fevereiro. “Há má vontade de muita gente”, disse Alencar.
08 dezembro 2009
Aécio e Serra se reúnem na próxima sexta-feira
“Vou conversar com o governador Serra e o que posso garantir é que (minha decisão) não passará do início de janeiro. Passadas as festas, volto na semana seguinte para tomar bater o martelo”, afirmou Aécio, durante a convenção estadual (1)do PSDB. Questionado em seguida sobre a possibilidade de o encontro de sexta já levar a uma conclusão sobre a candidatura tucana, Aécio afirmou que considera possível que isso ocorra.
Segundo o governador mineiro, apesar das suas investidas para agilizar a definição, até agora não houve avanço. Aécio disse estar recebendo manifestações de lideranças do partido e aliados, mas colocou na conversa com José Serra a expectativa de avançar na discussão. O governador manteve a postura, comunicada ao partido, de disponibilizar seu nome para candidato à Presidência até dezembro. Depois, se lançaria ao Senado. Esfriando a expectativa criada pelo mineiro, o presidente nacional dos tucanos, Sérgio Guerra, disse ontem que dificilmente um consenso ou um anúncio oficial sairá dessa conversa na sexta-feira.
Ibope mostra que nada mudou.
Pitaco

Reforma eleitoral pode ir às urnas
Segundo o deputado, a ideia do projeto surgiu depois de participar de duas tentativas frustradas de colocar a reforma política em votação no Congresso. “Estou convencido de que apenas pelo Congresso, a reforma não passa”, disse. Para Jungmann, existe uma resistência muito grande à reforma entre os parlamentares que enxergam a política como um negócio e os que têm medo de votar a matéria. “Daí vira uma coalizão contrária. Já o plebiscito cria um compromisso mais forte.” E para criar esse vínculo com a sociedade, a estratégia será buscar o apoio em várias frentes, em uma agenda movimentada.
De hoje em diante, o deputado promete entregar o projeto ao presidente da OAB, Cezar Britto, ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e ao secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. Devem receber ainda a proposta, além dos pré-candidatos à presidência, os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP); do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto.
O projeto prevê que o novo Congresso Nacional, eleito em 2010, seja obrigado pela sociedade a realizar uma ampla reforma política no país. O plebiscito, que seria realizado na mesma data da eleição presidencial, perguntará aos eleitores se o Congresso deve alterar a Constituição, aprovando uma reforma política que viabilize maior transparência e o combate efetivo à corrupção. Aprovada a reforma política pelo plebiscito, os deputados e senadores teriam de votar a reforma até o fim da próxima legislatura, em 2015. A reforma, na opinião de Jungmann, deve buscar a transparência, o maior controle do eleitor sobre seus representantes e o combate à corrupção.
Em apoio à proposta, estão programadas pela direção nacional do PPS atividades, como a montagem de barracas em pontos de grande circulação para receber sugestões da população.
Suplicy ameaça se candidatar ao governo de São Paulo, e ameaça Lula
Os correligionários de Suplicy(1) vão, agora, correr o estado de São Paulo em busca de 3 mil assinaturas para validar a pré-candidatura do senador, já que o estatuto do PT prevê que 1% do total de filiados (297,5 mil) concorde com o nome apresentado. Os panos de Suplicy batem de frente com o desejo de Lula, que sonha em ver Ciro candidato a governador do maior estado brasileiro, o que fortaleceria a aliança para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidente da República.
Suplicy não tem escondido de ninguém que é contra a candidatura de Ciro por São Paulo em aliança com o PT, já que o partido tem nomes fortes para concorrer ao cargo. Segundo o senador, em uma conversa que teve recentemente com Ciro, ele havia dito que pretende concorrer mesmo é ao Palácio do Planalto e não ao governo de São Paulo. No entanto, o deputado cearense não descarta a possibilidade de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, uma vez que ele mudou o domicílio do seu título de eleitor para São Paulo seguindo uma orientação do presidente Lula.
04 dezembro 2009
Hall da Lama.
Tasso Jereissati entra para o time de Aécio Neves
A posição do outro pré-candidato do partido, o governador de São Paulo, José Serra, de adiar a decisão para o fim de março, segundo Jereissati, poderia comprometer a formação de uma coligação que inclua outros partidos, além do DEM e do PPS. “É preciso que a construção de uma proposta de alianças seja feita logo no início do ano. Se a partir de janeiro não houver definição, pode ser que venhamos a perder tempo”, comentou. A pressa do partido, segundo ele, é provocada pela antecipação da campanha presidencial por parte do Planalto. “O presidente da República e o PT anteciparam a campanha presidencial de uma maneira inédita no país. Diante desse fato, também temos que antecipar”, defendeu.
Feijó desiste do Piratini e voa para a Assembléia do RS
. Feijó também aposta numa coligação entre PDT, PTB e DEM no RS. Trata-se de uma coligação na qual o DEM ficará pendurado no pincel, porque o PDT optará pelo PMDB e o PTB fechará com o PT.
Pitaco
Festa do PT vai homenagear mensaleiros
O PT fará uma grande festa de fim de ano na terça-feira, em Brasília, na qual vai homenagear todos os ex-presidentes do partido, mesmo os que hoje são réus no processo do mensalão – escândalo que dizimou a cúpula petista em 2005 –, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o deputado José Genoino (SP).
Na série de comemorações pelos 30 anos do PT – que serão completados em fevereiro –, o ato político ocorrerá justamente na esteira do mensalão do DEM, que atingiu o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
– A desgraça dos outros não nos interessa. Os petistas vão se reunir para comemorar o bom momento do governo Lula e o sucesso da eleição direta, com recorde de participação de filiados (518 mil) para escolher a direção do partido – afirmou o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira.
A cúpula do PT pôs à venda 1,5 mil convites para a festa, batizada de “Cores do Brasil”, que terá jantar e show musical. Há seis faixas de preço para os convites - R$ 50, R$ 100, R$ 150, R$ 200, R$ 1 mil e R$ 5 mil (pessoas jurídicas), mas os mais baratos já acabaram.
Embora seja o fundador do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá, pois estará na terça-feira em Montevidéu, onde vai participar da reunião de cúpula do Mercosul.
PT e PMDB, cada um de maneira própria, tentam evitar que investigações da Polícia Federal enfraqueçam união em 2010
| Temer: ação judicial por ter nome citado em gravações |
Na avaliação dos petistas, ainda que Temer tenha qualquer "incidente" que o obrigue a ficar longe da chapa, o PMDB tem outros nomes, como o presidente do Banco Central, o ministro Henrique Meirelles, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, e, ainda, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Geddel, aliás, já se referiu a si próprio há alguns meses como o "Dilmo da Dilma".
Queixa
Ontem, os peemedebistas se apressaram em responder de forma incisiva às denúncias. Temer anunciou ainda que irá ingressar com uma queixa-crime contra Alcyr Colaço, que cita seu nome e o de mais três peemedebistas numa fita gravada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa. O deputado também ingressará na Justiça de São Paulo, para que haja interpelações relativas à citação de seu nome em uma suposta planilha apreendida na Operação Castelo de Areia, realizada em março deste ano, sobre denúncias de pagamento de propina pela construtora Camargo Corrêa.
No caso do DF, a citação de Temer e de mais três integrantes do partido numa das fitas do arsenal de Durval Barbosa - objeto da Operação Caixa de Pandora - foi tratada como uma %u201Carmação%u201D do grupo do governador Joaquim Roriz contra aqueles que lhe negaram a legenda para concorrer ao governo local. "Roriz queria uma intervenção no PMDB do DF e nós fomos contra, por isso, ele agora tenta nos envolver nisso. Já entrei com uma queixa-crime", afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "E isso não muda nada. Temer continua como o nome preferencial para candidato a vice", diz o líder, referindo-se à reunião em que PMDB e PT voltaram a discutir a aliança nacional na última quarta-feira, onde discutiram os palanques estaduais.
A gravação é datada de 17 de setembro deste ano - mesmo dia em que Roriz perdeu a chance de ser candidato pelo PMDB e Durval recorreu à delação premiada. Ali, são citados Temer, Alves, e os deputados Eduardo Cunha (RJ) e Tadeu Filippelli (DF) como receptores de recursos do propinoduto do DF. Ontem, os quatro anunciaram ações judiciais para que Colaço comprove na Justiça o que diz no vídeo. Cunha foi o mais incisivo: "Tendo em vista a divulgação de vídeo contendo citação ao meu nome, praticada por dois meliantes, quero registrar a minha indignação e desmentir de forma peremptória que tenha qualquer tipo de relação com estes indivíduos e com qualquer fato político envolvendo o Distrito Federal", diz o texto, que segue fazendo insinuações sobre aqueles que saíram do PMDB, sem citar o nome de Roriz: "Os diálogos expostos pela gravação são mentirosos e certamente escondem interesses políticos escusos daqueles que já saíram de mandatos pela porta dos fundos e buscam uma vingança sórdida por estarem longe do PMDB".
03 dezembro 2009
É guerra.
PItaco
Arruda fez licitação de panetones no dia da ação da PF
Em vídeo gravado na campanha de Arruda, em 2006, o então candidato aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, do caixa de campanha, Durval Barbosa, que assumiria a Secretaria de Relações Institucionais no governo. Por meio do secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni, Arruda disse que os R$ 50 mil eram colaborações de empresários para a compra de panetones e brinquedos que seriam distribuídos no Natal entre as crianças carentes.
Para tentar documentar essa defesa, o próprio Arruda disse em entrevista ao jornal "Correio Braziliense", na edição de ontem, que havia sido alertado para "os problemas (vídeos)" criados por Barbosa e, por isso, fez "um registro oficial", no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de todas as doações recebidas nos últimos anos a título de contribuição para as "campanhas sociais". Esses recibos estão sendo periciados pela PF - há indícios de que tenham sido forjados para justificar a suposta propina.
Além dos recibos, para reforçar a defesa da distribuição de brindes no Natal, o governador Arruda, como mostra o portal de licitações do governo do Distrito Federal, também providenciou um edital para a compra, agora em 2009, de 120 mil panetones de 400 gramas "contendo frutas cristalizadas". As investigações da PF revelam que o governador Arruda deu esses passos preventivos - dos recibos e do edital dos 120 mil panetones - porque já sabia da proximidade da Operação Caixa de Pandora.
A inscrição para participar da venda de panetones ao governo foi aberta às 8 horas de sexta-feira, quando o pregoeiro Augusto Cesar Pires Aranha assinou o edital divulgado no site de compras da Secretaria de Planejamento e Gestão. O edital diz explicitamente que os panetones são para "distribuir às famílias de baixa renda". A concorrência está marcada para o próximo dia 10 por meio de pregão.
Vice de Dilma em lista secreta de empreiteiras
“Quero reagir com indignação, mas com a maior indignação”, disse Temer. Ele desqualificou o documento apreendido pela PF durante a Operação Castelo de Areia, na residência de Pietro Bianchi, executivo da Camargo Corrêa. “Um papel apócrifo, uma simples folha datilografada que coloca nome das mais diversas autoridades e colocando meu nome”.
Temer afirmou ainda que as supostas planilhas secretas da empreiteira aparecem com o seu nome escrito de maneira errada, o que indicaria que o conteúdo não corresponde à verdade. “Eles tanto me conhecem, que no papel apócrifo tem o meu nome errado. Meu nome está lá com outra sílaba”, observou.
O presidente da Câmara afirmou, no entanto, que recebeu da construtora doação de R$ 50 mil, de maneira legal, na campanha de 2006.
02 dezembro 2009
Imagens de Arruda e assessores 'não falam por si', diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou comentar nesta terça-feira as acusações que envolvem o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Lula está em Portugal, onde participou da Cúpula Ibero-americana, e segue ainda hoje para Kiev, na Ucrânia
Arruda foi flagrado em um vídeo, recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa que, segundo inquérito da Polícia Federal, mostra um esquema de corrupção que teria começado nas eleições de 2006 e que continuou até os dias atuais.
"As imagens não falam por si", disse Lula. "O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar o resultado final do processo. Aí quem vai fazer juízo de valor é a justiça. O presidente da República não pode ficar dando palpite", acrescentou.
Pega com quem? Pega com o DEM!
Ao ler seu comunicado de defesa, Arruda disse que o diálogo gravado em 21 de outubro foi "conduzido para passar uma versão previamente estudada". Mas, nos trechos transcritos no inquérito que apura montagem de caixa dois em campanha eleitoral e distribuição de propina, o governador aparece perguntando como está "a despesa mensal com político". Questiona ainda quem pega e quem entrega a suposta propina e orienta a unificar os pagamentos."Tem que unificar tudo!", diz Arruda, após ouvir nomes de seis deputados distritais e um administrador regional de partidos da base (PMDB, PP, PRP, PMN) que estavam sendo beneficiados com valores distintos, entregues por mais de um integrante do primeiro escalão do governo do Distrito Federal.O mensalão teria se desorganizado com a saída de Domingos Lamoglia da chefia de gabinete. "Se ele não vai pegar com o Domingos, ele vai pegar com quem?", questiona Arruda, que demonstra saber o valor exato do suposto repasse ao presidente do PP. "O natural seria com o Fábio, né?", diz o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, referindo-se a Fábio Simão, novo assessor de Arruda.No diálogo, o governador deixa claro a insatisfação com possíveis esquemas paralelos na Secretaria de Saúde, até ontem comandada pelo deputado federal Augusto Carvalho (PPS). O próprio Barbosa diz: "Cê tem que pegar Antunes [Fernando Antunes, presidente do PPS no DF] e dar uma freada. O Augusto mais o Antunes tomaram muito dinheiro". Arruda teria aparentemente perdido o controle e expressado a vontade de trocar o comando do órgão.Os diálogos foram monitorados pela PF e gravados por Durval Barbosa, ex-secretário e colaborador da investigação.
Pitaco
30 novembro 2009
Ele é a "metamorfose ambulante".
"As pessoas se assustavam quando eu dizia: “Olha, eu sou a metamorfose ambulante”. Na minha vida, eu penso que tenho tudo definido. No dia seguinte eu aprendo que tem uma coisa que ainda não estou definido, e que eu preciso me definir; que tem uma coisa que eu era contra, agora sou a favor; que tem uma coisa que eu não concordava, agora eu concordo..."Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na solenidade de abertura da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - GLBT - Centro de Convenções – Brasília-DF, 05 de junho de 2008
Caminhoneiros à espera do PAC
Motorista de caminhão, Ricardo Gimenez, 51 anos, chegou a Brasília, na última quinta-feira (26/11), com a caixa de transmissão do veículo danificada. Ele vinha de Belo Horizonte, capital mineira, com a caçamba carregada de vergalhões. Com o valor ganho pela viagem, não conseguiria cobrir os prejuízos causados pelas más condições das rodovias que atravessou para chegar ao Distrito Federal. O experiente profissional — 33 anos de estrada — é testemunha e vítima do que os levantamentos obtidos pelo Correio indicam. Os investimentos em construção, adequação e manutenção de estradas sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) correspondem a 31% do que estava previsto para 2009. Mesmo se somados os restos a pagar — empenhos emitidos em exercícios anteriores, que só agora saíram do papel — o desempenho dos gastos do órgão não cobre o orçamento do ano. Chega a 70% do previsto. Os especialistas constatam: é pouco.
Segundo dados repassados pelo Dnit ao Correio, até o último dia 26, R$ 479 milhões tinham sido investidos em adequação das rodovias, R$ 1 bilhão em construção de novos trechos e R$ 1,1 bilhão em manutenção. Ao todo, o Dnit desembolsou R$ 2,6 bilhões dos R$ 8,4 bilhões projetados para 2009. Foi feita ainda a adição de R$ 3,3 bilhões em restos a pagar. Outros R$ 3,5 bilhões em empenhos feitos em exercícios anteriores ainda não saíram do papel.
Em números proporcionais, a manutenção é a rubrica que apresenta o grau mais baixo de execução em comparação com os investimentos em construção e adequação de novos trechos. Enquanto a execução dos recursos destinados para adequação ficou em 32%, e para construção em 36%, 28% do que estava previsto para manutenção foram efetivamente pagos. Segundo levantamento da Organização Não Governamental Contas Abertas, feito a pedido do Correio, em alguns estados o pagamento dos valores previstos no orçamento para manter as estradas em boas condições não chega a 10%.
Os dados foram levantados no portal Siga Brasil e relatam as atividades desde o início do ano até o último dia 21. Eles mostram que, se somados os valores destinados no orçamento de 2009 aos restos a pagar, o total de investimentos em manutenção chegaria a R$ 7,1 bilhões, dos quais apenas R$ 2,7 bilhões (38%) saíram dos cofres públicos.
Pitaco

Hemobrás: uma fábrica de viagens
Oficialmente, as viagens à França tiveram por objetivo a negociação do contrato de transferência de tecnologia para fracionamento de plasma fechado com o Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB), no valor de R$ 16 milhões. Mas o procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico contesta a real necessidade dos deslocamentos: “Acho despropositado. O que nos chama a atenção é que são justamente as pessoas que ocupam as funções de confiança. Não observo viagens de técnicos. Vejo viagens de dirigentes, o que não me parece muito lógico numa viagem com o objetivo de se fazer uma transferência de tecnologia”. Ele disse que vai requisitar a documentação à estatal para verificar exatamente o motivo das viagens e quais os resultados. “Vamos verificar o mérito disso”, completou.
No Diário Oficial da União, está expresso o “objetivo” das viagens autorizadas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Os temas são recorrentes: avaliação do projeto básico da planta, discussão e conclusão da planta, avaliação final do projeto básico, discutir projeto executivo. Depois de toda essa discussão, o TCU apontou sobrepreço e fraude em licitação no projeto da fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE), e paralisou a obra. O objetivo do empreendimento é tornar o Brasil autossuficiente na produção de albumina, imunoglobulina e dos fatores de coagulação 8 e 9
27 novembro 2009
Isto é Barretão
Sábado, antes da exibição de "Lula, o filho do Brasil", no ABC, com a presença do presidente, o produtor Luiz Carlos Barreto pretende fazer um agradecimento público ao governador José Serra, do PSDB, e ao prefeito Kassab, do DEM.
Segundo Barretão, os dois criaram todas as facilidades para as filmagens de cenas de rua em São Paulo. Ah, bom!
Fábio, o filho de Lula
Afinal, o avião em que Fábio Lulinha da Silva, o filho de Lula, viajou com 15 pessoas de São Paulo para Brasília é da FAB ou... do Fábio?
Pitaco
Companheiro descreve o verdadeiro Lula.
Está na Folha de São Paulo o relato que César Benjamim, jovem terrorista preso aos 17 anos, que voltou ao Brasil e ajudou a fundar o PT, além de participar das campanhas para a eleição de Lula. Contrariando a Carta de Hamburgo, faço um clipping do Reinaldo Azevedo, pois está tudo lá. Leiam. Publico apenas um pequeno trecho, que mostra que Lula, 15 anos depois, continua o mesmo. Deve ter aprendido a comer com garfo e faca. A fazer um nó windsor na gravata. A seguir o protocolo na visita ao Papa. No entanto, não mudou, não cresceu, não melhorou como ser humano. Para isto, precisaria ter caráter e boa índole. E a culpa não é de Dona Lindu.Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta". Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos. Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
26 novembro 2009
Governo federal abre cofre por apoio.
Considerando as emendas de bancada e as de comissões, as reservas chegam a R$ 1 bilhão. No caso das individuais, o partido mais bem atendido é o PMDB, com média de R$ 1,1 milhão por parlamentar (veja quadro). Em segundo lugar vem o PT, com média de R$ 916 mil.
O levantamento foi feito pela Assessoria de Orçamento da liderança do DEM na Câmara, a pedido do líder da bancada, Ronaldo Caiado (GO). Na distribuição dos recursos, o DEM aparece na quinta colocação, considerando a média por parlamentar (R$ 617 mil). Logo atrás vem o PSDB, com média de R$ 611 mil. O PDT, partido governista, tem a terceira melhor média (R$ 868 mil por parlamentar).
O PMDB, com uma bancada de 92 parlamentares, conseguiu um total de R$ 106 milhões, o que corresponde a mais de um quarto do total liberado para as emendas individuais. Desta soma, R$ 45 milhões foram liberados nos últimos 10 dias. A média por parlamentar governista ficou em R$ 861 mil, contra R$ 603 mil dos oposicionistas.
Os parlamentares da base aliada vinham pressionando o governo a liberar essas emendas. Há cerca de 15 dias, os líderes governistas avisaram que seria empenhado R$ 1,5 bilhão em 30 dias. Também haveria o pagamento dos R$ 2,2 bilhões já empenhados e ainda não liberados. Com a reserva, mesmo que o dinheiro não seja liberado até o fim deste ano, poderá ser incluído na cota de “restos a pagar” e distribuído no próximo ano. A Casa Civil também avisou aos líderes governistas que resolveria a situação dos empenhos que não estavam aparecendo no sistema de convênios, o Siconv — criado para evitar fraudes nos pagamentos.
Com o gesto de boa vontade, o governo espera encerrar a fase de negociação dos projetos do pré-sal. O Poder Executivo acredita que, se não pressionar os parlamentares, não conseguirá realizar o sonho de assinar os primeiros contratos do pré-sal pelo sistema de partilha ainda em seu governo. Mas a oposição fará o que puder para atrapalhar os planos políticos do governo. O DEM, por exemplo, exige que, antes do pré-sal, seja colocada em pauta a emenda que trata do reajuste dos aposentados.
Pitaco
Apagão de Meirelles
A queda da energia durou pouco mais de 10 minutos, mas foi o suficiente para provocar queixas dos quase 100 convidados que se espalhavam por mesas de um dos mais requintados restaurantes de Brasília. “Que vergonha. Mas é bom que isso aconteça com uma autoridade, para que o governo se conscientize da importância de melhorar o sistema de distribuição de energia”, afirmou um dos presentes. “Está ficando feio esse negócio de falta de energia. A falta de luz está virando rotina, um sinal de que algo está muito errado”, complementou outro convidado.




